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Valor MENSAL - R$ 140,00 
(por 3 meses - total R$ 420,00)

Um curso para compreender o sofrimento psíquico para além dos diagnósticos: sua história, suas dimensões sociais e culturais e sua relação com o trabalho, a felicidade, os vínculos e a vida contemporânea.

A partir de Christian Dunker, Freud, Lacan, Winnicott, Bion e outros pensadores, vamos investigar uma questão fundamental:

É possível transformar nossa relação com o sofrimento — e chamar isso de cura?

Datas das aulas

Dias 10 e 31 de OUTUBRO, 07 e 21 de NOVEMBRO, e 05 e 19 de DEZEMBRO

(sempre aos sábados)

Horários dos encontros

Sábados , das 14h às 15h30

Público-alvo

Considerando-se o caráter interdisciplinar da proposta pedagógica espírita e do próprio Espiritismo, que serve de fundamento epistemológico para este curso, serão aceitos alunos de qualquer área do conhecimento.

AVISO IMPORTANTE

Esse curso não ficará gravado. 
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Para entender a depressão (6 encontros)

Coordenação - Marcio Sales Saraiva


Baseado na obra do psicanalista Christian Dunker, “Uma biografia da depressão” (Planeta, 2021), o curso propõe uma investigação histórica, clínica, sociológica e cultural sobre as transformações das formas de sofrimento que hoje denominamos depressão. Ao longo de seis encontros, colocaremos as formulações de Dunker em diálogo com a psicanálise, a filosofia, a sociologia e a crítica política contemporânea.

Serão seis encontros quinzenais, aos sábados, das 14h às 15h30, entre 10 de outubro e 19 de dezembro.

1 - No começo era a melancolia e a tristeza
Da melancholia antiga à tristeza moderna: Hipócrates, Aristóteles, a tradição medieval, a melancolia cristã, o Renascimento e a passagem da acédia ao sofrimento subjetivo. Um diálogo fundamental com Freud e seu clássico Luto e melancolia.

2 - O nascimento da depressão e o rapto da depressão pela psiquiatria
A emergência histórica do conceito de depressão, sua progressiva transformação em categoria nosológica e a consolidação do modelo biomédico. Evitando tanto o anti-psiquiatrismo ingênuo quanto a redução biologizante, procuraremos compreender a depressão como um sofrimento psíquico concreto, mas cuja forma de classificação e interpretação é historicamente variável.

3 - A normalização da depressão na sociedade contemporânea
A depressão deixa de aparecer como fenômeno excepcional e passa a integrar a experiência cotidiana de grandes contingentes da população. Trabalho, individualização, precarização, isolamento, neoliberalismo, desempenho e transformação dos vínculos estarão no centro da discussão. Dialogaremos também com autores como Erich Fromm, Christopher Lasch, Byung-Chul Han, Christopher Bollas e outros.

4 - Depressão e felicidade compulsória
Não estamos apenas “tristes”: vivemos em uma cultura que parece exigir que sejamos felizes, produtivos, realizados e emocionalmente administráveis ou, na linguagem contemporânea, “funcionais”. Quanto mais imperativa se torna a felicidade, mais intolerável pode tornar-se a tristeza. Pensaremos, aqui, na crítica de Lacan ao imperativo do gozo: o “é preciso gozar” pode assumir hoje a forma de “é preciso estar bem”.

5 - A depressão no Brasil
Classe social, racismo estrutural, desigualdade, violência, gênero, trabalho, religião, família, precariedade e as formas especificamente brasileiras de sofrimento. Discutiremos também a pandemia de Covid-19 como aceleradora e reveladora de processos emocionais e sociais anteriores que já estavam, por assim dizer, “no porão”. A ideia de uma possível pandemia social depressiva orientará nossa reflexão.

6 - Existe cura para a depressão?
No último encontro, distinguiremos cura, tratamento, remissão, elaboração, transformação e reinvenção da vida. Freud, Lacan, Winnicott, Bion e Dunker podem convergir em uma hipótese: talvez o objetivo (ou a própria “cura”!) não seja simplesmente fazer desaparecer todo e qualquer sofrimento, mas possibilitar outra relação do sujeito com seu desejo, seus vínculos, suas perdas e sua própria existência. Uma nova amarração.

Será que isso é possível? E, se for, podemos chamar isso de cura?

O curso não pretende oferecer respostas fáceis a uma experiência humana complexa. Seu objetivo é compreender como diferentes épocas e sociedades produziram distintas formas de nomear, interpretar e tratar o sofrimento depressivo e, sobretudo, pensar por que a depressão parece ter se tornado uma das grandes experiências subjetivas de nosso tempo.

Professor / Coordenador

  • Marcio S. Saraiva é é psicanalista e sociólogo com doutorado em psicossociologia (UFRJ). É membro associado ao Corpo Freudiano (RJ).

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